O dilema de Erika Albuquerque

“O dilema do taxista: memórias apátridas”, da debutante Erika Albuquerque (22 anos) é um espelho quebrado. Fragmentário e descontínuo, ele é como um rito de exorcismo da infância banhado pelos vislumbres simultaneamente temíveis e encantadores da juventude adulta.

Ficção de tonalidade autobiográfica, escrito no limiar da fala, envolvido numa atmosfera confessional, o livro tem a linguagem elegante de uma leitora apaixonada e a honestidade desconcertante das páginas arrancadas de um diário adolescente.

Família, amor, sexo, cultura, sonhos, frustrações, cansaços, remédios – tudo fluindo pelo corpo-palavra de uma narradora que tenta se constituir à medida em que se fende (como a pedra que não se esculpe sem lascas).

Não espere ali um posicionamento técnico/estético ao gosto dos literatos de carreira, que escrevem de olho no comentário do crítico. Erika só escreve para não sufocar: menina que aprendeu a se refugiar na leitura, ela emerge mulher de sua própria narrativa.

Com 87 páginas de uma diagramação charmosa, o livro foi editado pela Pedro & João Editores, teve o que a autora chamou de “apadrinhamento” de uma lista carinhosa de professores, e está em pré-venda. Entre em contato com a autora (99 98843-8699)