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Vinte de fevereiro de 2004: eu chegava em Caxias aos 20 anos, para estudar História na Universidade Estadual. Ficaria hospedado num hotelzinho com nome de poeta (que hoje nem existe mais). Meu avô, Jacinto Pereira, para me ensinar o caminho, me acompanhou em minha primeira subida do Morro do Alecrim – foi a última vez…

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Naqueles tempos, o velho compositor ainda não tinha visto desbotar da barba de prata o efêmero banho dourado da juventude – e qualquer coisa de cobre lhe saia dos cabelos se se lhe olhasse a certa hora do dia, sob certo ângulo em relação ao sol. Manhã ou tarde do quarto ou do terceiro dia,…

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Isaac – corpo e linguagem como manifesto Comunicar pensamento sem cair no exoterismo nem se render à mediocridade – eis o desafio do artista. Eu não tenho respostas – faço apostas. E perco, quase sempre perco, perco muito e perco feio,. Mas nem por isso abandono o tabuleiro. Minhas apostas: a multiplicidade dos cavalos, e…

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Poema: Renato Meneses / Painel, música, voz e vídeo: Isaac) Dai atenção ao apocalipse/dai atenção ao apocalipse. Dai atenção ao apocalipse/dai atenção ao apocalipse. Das profundezas do inferno O porco chauvinista está no planalto Ele vem bufando com fogo nas narinas Atentai ao apocalipse/ atentai ao apocalipse São pra mais de trezentas mil mortes De…

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Ou um zine-fantaxma para um fantaxma que se foi Carvalho Junior – poeta. Eu o conheci em um sarau na praça da Universidade Estadual do Maranhão, em 2006 ou 2007. Ele tinha publicado seu primeiro livrinho – experiência que ele posteriormente renegou – e recitava seus poemas com entusiasmo e autoridade. Ele era um ano…

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A cidade de Codó, estado do Maranhão, se formou à margem direita do Rio Itapecuru. Um importante afluente desse rio é o Riacho Roncador, que corre caudaloso por uma vasta extensão de terras, fazendo curvas e flertando com a estrada de ferro que, por um bom percurso, o ladeia. A certa altura deste riacho, pouco…

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Eu sou uma palavra, sou um signo, sou um código. Fui escrito pela minha história, pela história dos meus país, dos meus avós e dos meus irmãos. Sou uma artimanha da minha própria malandragem – produto precoce da fuga e da transgressão. Sou o ímpeto do desejo, a indiscrição da vontade,eu sou o vício, a…

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Escrita como punição, escrita como redenção A escrita de Lawson Pine, em Uma canção de amor para Bobby Long (2004) toma a forma de uma danação grega – o condenado é fadado a destruir ao amanhecer o trabalho que realizou na madrugada, apenas para reiniciar seu ciclo infernal. O próprio filme enuncia em um diálogo…

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