Poesia elétrica

A poesia elétrica – métrica! – rústica e drástica – é a forma crua e rua da expressão ilógica dos fantaxmas. Poema de corrente contínua – alternada corrente de impiedade: fluxo de elétrons e afetos e de ondas mecânicas de som. A velocidade da luz versus a velocidade do silêncio. Quanto mais antigas são as pedras, mais silenciosas ela se tornam – da mesma maneira que os homens, as mulheres e os gatos. Por isso as cidades velhas são astutas e recatadas – uma solenidade altiva exala de suas esquinas (mesmo as sujas!), seus bueiros e fios desencapados. Postes acesos, postes caídos, postes corroídos pelos tempos – postes de lâmpadas para sempre desligadas. E numa esquina, um cantor sozinho emendando […]

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